Ato XXIX: A New Life Begins.Muitos se questionam sobre o rumo de minhas palavras aqui. Realmente há uma mudança significativa no modo de pensar, sobretudo de viver.
Aqueles que me conhecem há mais tempo sabem duma eterna mania minha. Graças a ela classifico-me como "pensador compulsivo", ou seja, alguém cujo cérebro funciona quase que perpetuadamente em intensa atividade, sempre ávido por conhecimento. Mudar todo um ritmo na maneira de ser requer força de vontade, vigília constante e coragem. Obviamente que tudo isso não começou automagicamente, mas a partir duma descoberta significativa.
Num domingo à noite, quase madrugada, conheci uma criatura chamada
Jiddu Krishnamurti. Nestes oito meses que se passaram desde que comecei a morar sozinho, adquiri muitos livros relacionados à filosofia e psicologia como forma de compreender e ter sustentação para a série de mudanças que ocorreram na minha vida (não que elas fossem gigantes, diria mais sobre a forma como elas aconteceram). Desde que comecei a ler alguns e-books dele encontrei em suas palavras muitas das visões de mundo que sempre tive, quando analisava a vida como um todo e pensava no motivo deste mundo ser da forma como é, abençoado e maldito.
Claro que toda forma de identificação faz brilhar nossos olhos numa primeira análise, muitas vezes necessitando de cuidado para não se tornar fanático, seguir ao pé-da-letra sem lógica alguma ou querer ser dono da verdade. Sobre esta última, acredito cada vez mais que ninguém terá esse título, pois a cada dia nossa vida nos proporciona ensinamento constante. Enfim... confesso que JK está fazendo com que eu me torne uma criança de três anos, daquelas bem chatas que pergunta o "por quê" de tudo. Aprendi a ver em cada pessoa uma excelente oportunidade de crescimento nessa estrada do auto-conhecimento.
Não sou mais o S4 de ontem. Se me perguntarem sobre o futuro, dizer-lhes-ei (adoro mesóclise) que nada sei e estou bem assim. Não objetivo mais nada, apenas quero SER. O fruto dessa mudança já começou: vejo pela qualidade e caráter das pessoas que me relaciono hoje, sinal de que sou querido e admirado pelo que sou. Cada vez mais acredito que teremos relações - sejam sociais ou afetivas - melhores quando prezarmos pelo interesse mútuo de
sermos antes de qualquer outro desejo mais "egoísta", por assim dizer.
Obviamente que essa caminhada me tornará diferente das demais pessoas que existem nesse mundo, pois nos tornamos mais intolerantes a determinadas atitudes. Mas a paz de espírito proporcionada na busca do SER compensa e muito. Não há palavras para tal, até porque cada um deve achar à sua maneira; mas digo-lhes: VALE A PENA. :)
No mais, bela serenidade sentida nos últimos dias ao lado de pessoas que admiro muito.
Admiro a Verdade manifestada naqueles que a buscam,
Assim como nos que são sinceros quanto à falsidade de suas vidas.